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CGE registra madrugada mais fria do ano em São Paulo

21/05/18 11:03 - Segunda-feira

A madrugada desta segunda-feira (21) foi a mais fria de 2018 até o momento, de acordo com dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE). Os termômetros variaram em torno dos 8°C em média nas horas mais frias desta madrugada e as menores temperaturas absolutas foram registradas pelas estações meteorológicas automáticas de Capela do Socorro, Zona Sul, com 3,2°C, e de Perus, Zona Norte, com 5°C. 

Até então, as menores temperaturas mínimas médias de 2018 haviam sido aferidas ontem (20), com 9,4°C. A menor temperatura média já aferida pelo CGE foi de 3,5°C em 13 de junho de 2016, dia em que foram observados -0,6°C em Capela do Socorro, Zona Sul.

“O responsável por essa queda brusca de temperatura foi o ingresso de uma intensa massa de ar frio de origem polar, que se instalou após a passagem de uma frente fria por São Paulo no sábado (19) e provocou chuvas fortes e ventania na capital e grande São Paulo”, afirma Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE.

A marca dos termômetros ontem e hoje justificou o estado de alerta para baixas temperaturas na cidade, em vigor desde as 9h11 de ontem (20). Os estados de atenção e alerta para baixas temperaturas são decretados pela Defesa Civil com base nos dados meteorológicos do CGE - o primeiro quando a sensação térmica em São Paulo oscila entre 10°C e 13°C e o segundo quando a sensação térmica é inferior a 10°C. 

Previsão para os próximos dias

A previsão é de mais uma semana com predomínio de sol, temperaturas baixas e umidade do ar em queda.

Na terça-feira (22) o cenário meteorológico não sofre mudanças significativas. Madrugada fria com termômetros na casa dos 9°C, predomínio de sol e céu claro ao longo do dia. Os percentuais de umidade do ar se mantêm baixos e oscilam entre 30% e 90%, com temperatura máxima prevista de 22°C.

A quarta-feira (23) também será marcada por tempo estável, madrugada gelada e sol entre poucas nuvens. Os termômetros devem oscilar entre mínima de 10°C e máxima por volta dos 22°C. Os percentuais de umidade do ar se mantêm baixos, em função do ar seco que inibe a formação de nuvens de chuva.


São Paulo completa 30 dias sem chuvas significativas

16/05/18 11:27 - Quarta-feira

A cidade de São Paulo completou 30 dias sem chuvas significativas às 7h desta quarta-feira (16), de acordo com dados pluviométricos do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo. O último registro de índices expressivos é da leitura das 07h do dia 16 de abril, que teve acumulado de 2,9mm em média na capital. Desde então, houve apenas precipitações muito leves que neste intervalo totalizaram 0,7mm em média na cidade. O período configura o segundo mais seco do histórico do CGE entre os meses de abril e maio. Vale observar que são consideradas chuvas não significativas as que registram menos de 1mm acumulado em média na capital.

“A formação e persistência de um bloqueio atmosférico a partir da segunda quinzena de abril impediu o avanço de frentes frias e provocou a queda dos índices de umidade relativa do ar. Esta condição atmosférica foi responsável pelo baixo volume de chuva observado em São Paulo”, explica Thomaz Garcia, meteorologista do CGE. “Neste período do ano é comum a redução dos volumes de chuva, porém são incomuns eventos de estiagem prologada. As frentes frias acompanhadas de massas de ar frio mais intensas causam acentuada queda de temperatura e a diminuição dos índices de umidade do ar”, acrescenta Garcia.

O maior período sem chuvas significativas do banco de dados do CGE, que compila dados desde 1995, foi registrado no inverno de 2012 e acumulou apenas 0,4mm entre os dias 19 de julho e 18 de setembro, totalizando 62 dias de estiagem.

Observando o histórico entre os meses de abril e maio, que não são tão secos quanto o inverno, observamos que o maior intervalo entre chuvas é o de 21 de abril a 21 de maio de 1997, totalizando 31 dias. Neste período, o volume acumulado foi de 0,1mm em média em toda a cidade. Até então, o segundo período mais seco entre abril e maio era o de 23 de abril a 21 de maio de 2006, totalizando 29 dias com apenas 0,1mm em média.

Tendência para os próximos dias

Na quinta-feira (17), os ventos que sopram do mar favorecem a entrada de umidade e a formação de muitas nuvens. Por conta disso, o céu nublado predomina e a garoa será ocasional, principalmente entre a madrugada e o início da manhã. Não há expectativa de chuva significativa. Mínima de 17°C e máxima de 24°C.

Na sexta-feira (18), os ventos mudam de direção, transportando o ar quente do interior para a capital. Desta forma, a temperatura apresenta rápida elevação e no fim da tarde podem ocorrer chuvas em forma de pancadas isoladas, fracas e de curta duração. Os termômetros oscilam entre 16°C e 27°C.


Feriado do Dia do Trabalho tem previsão de tempo seco

27/04/18 16:21 - Sexta-feira

De acordo com a equipe de meteorologistas do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, o feriado prolongado do Dia do Trabalho, deve transcorrer sob condições típicas de outono, ou seja, com sol, sensação de tempo seco e sem chuvas.


O sábado (28) começa com nebulosidade, porém o sol aparece e predomina. Não há previsão de chuva. Mínima de 18°C e máxima de 29°C. As menores taxas de umidade do ar oscilam em torno dos 35%.


O domingo (29) será ensolarado e com rápida elevação da temperatura. Durante a tarde, a máxima se aproxima dos 30°C e em contrapartida, a umidade relativa do ar apresenta ligeira queda com índices próximos a 30%.


“Na segunda-feira (30) e no dia 01° de maio, feriado do Dia do Trabalho, o tempo segue seco e estável, com madrugadas agradáveis, tardes ensolaradas e com temperaturas acima da média para a época”, comenta o meteorologista do CGE, Thomaz Garcia. Segundo os modelos numéricos de previsão estendida, a semana transcorre sem mudanças significativas nas condições do tempo.


Capital paulista registra mais um recorde de temperatura mínima

21/04/18 16:04 - Sábado

De acordo com dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, este sábado (21) registrou a menor temperatura mínima do ano. Foram 12,5ºC de média na Capital paulista. 


Porém em alguns bairros o valor foi ainda menor, como em Capela do Socorro com 7,6ºC e Parelheiros com 9ºC, ambos na Zona Sul. Em Perus, na Zona Norte, o valor também foi mais baixo do que o registrado na Cidade, com 9,6ºC, e na Zona Leste, São Mateus, marcou apenas 10ºC.


Anterior ao dia de hoje, a temperatura mínima mais baixa do ano havia ocorrido na quinta-feira (19) quando a Capital paulista registrou 13,1ºC de média.


“Madrugadas frias e tardes quentes são características observadas no outono, portanto ainda podem ocorrer novos recordes no decorrer da estação”, comenta o técnico em meteorologia do CGE, Adilson Nazário.

Nos próximos dias as temperaturas mínimas tendem ficar um pouco mais elevadas, diminuindo a sensação de frio, enquanto as máximas se mantêm na média ou ligeiramente acima da série histórica do CGE para o mês de abril. Os índices de umidade relativa do ar seguem baixos, o que interfere diretamente na qualidade do ar e favorece a formação de queimadas. 


No domingo (22) não são previstas mudanças significativas nas condições do tempo. A madrugada deve registrar termômetros na casa dos 15°C, porém nos bairros mais extremos da Cidade os termômetros devem registrar valores menores. Os percentuais de umidade do ar variam entre 38% e 90% e, apesar do aumento de nebulosidade no fim do dia, não há previsão de chuva.


A segunda-feira (23) deve seguir a tendência dos últimos dias, ou seja, madrugada com termômetros por volta dos 16°C e predomínio de sol ao longo do dia, o que favorece a rápida elevação das temperaturas. A máxima atinge os 28°C, com taxas de umidade do ar entre 40% e 90% e não há previsão de chuvas.


CGE registra nova madrugada mais fria

19/04/18 09:52 - Quinta-feira

A madrugada de hoje (19) foi, pelo terceiro dia consecutivo, a mais fria do ano, segundo dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE). A média da temperatura mínima na cidade foi de 13,1°C, 0,5°C abaixo da madrugada de ontem (18). As menores temperaturas absolutas foram registradas pelas estações meteorológicas automáticas da Capela do Socorro (9,1°C) e de Parelheiros (9,9°C), ambas na Zona Sul. 

“O tempo seco e o céu sem nebulosidade favorecem o declínio mais acentuado das temperaturas durante a madrugada, já que as nuvens atuam como um cobertor, impedindo que o calor do solo acumulado durante o dia se dissipe”, explica Michael Pantera, meteorologista do CGE.

Previsão para os próximos dias

O tempo segue seco e estável com temperaturas baixas nas madrugadas e em rápida elevação no decorrer do dia. Dessa forma, devem persistir os problemas com os baixos índices de umidade e com a qualidade do ar nos próximos dias.

A sexta-feira (20) segue com predomínio de sol e temperaturas em rápida elevação no decorrer do dia. Ainda faz frio durante a madrugada, com termômetros em torno dos 14°C, entretanto as máximas podem superar os 27°C. Não há previsão de chuva para a Grande São Paulo.

No sábado (21) o sol predomina, com temperaturas baixas nas madrugadas e em elevação no decorrer do dia. Os termômetros variam entre mínimas de 15°C e máximas que podem chegar aos 28°C. 


CGE registra madrugada mais fria

18/04/18 09:46 - Quarta-feira

De acordo com dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), a madrugada de hoje (18) foi a mais fria do ano até o momento, com temperatura média mínima de 13,7°C na cidade. As menores temperaturas absolutas foram registradas pelas estações meteorológicas automáticas da Capela do Socorro (9,9°C), na Zona Sul, e de São Mateus (11,5°C), na Zona Leste. Até então, a noite mais fria na cidade havia ocorrido ontem (17), que registrou 15,8°C em média.

“Os próximos dias serão de grande amplitude térmica, ou seja, diferença entre a temperatura máxima e mínima registrada no mesmo dia. Esta condição é bastante comum nesta época do ano, em função da menor quantidade de nuvens ao longo do dia e maior exposição solar”, explica Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE.

A próxima madrugada pode registrar novo recorde de temperatura. 

Previsão para os próximos dias

Um sistema de alta pressão atmosférica sobre o oceano mantém o tempo estável sobre a região de São Paulo, e o ar frio de origem polar deixa as temperaturas baixas nas próximas madrugadas. As simulações mais recentes indicam tempo seco e sem previsão de chuvas até o fim de semana.

Na quinta-feira (19) as condições meteorológicas seguem sem alterações significativas. Madrugada com termômetros em torno dos 14°C e sensação de frio. Ao longo do dia o predomínio será de sol entre poucas nuvens e sem expectativa de chuvas. A temperatura máxima se eleva um pouco mais e atinge os 26°C, enquanto as menores taxas de umidade ficam em torno dos 43%.

Na sexta-feira (20) a estabilidade atmosférica permanece sobre São Paulo. Não há previsão de chuvas e mais uma vez a sensação será de frio durante a madrugada. Os termômetros devem registar em média 15°C e o amanhecer será com sol entre poucas nuvens. Temperatura máxima prevista de 26°C e taxas de umidade relativa do ar entre 40% e 90%.


Capital paulista registra a menor temperatura mínima do ano

17/04/18 18:42 - Terça-feira

Segundo dados das estações meteorológicas automáticas do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, esta terça-feira (17) registrou a menor temperatura mínima média do ano com 15,8°C na Cidade. Porém, no bairro de Capela do Socorro, Zona Sul, o valor foi ainda menor, com 13,9°C.


Ainda neste ano, a menor temperatura média havia ocorrido no dia 04/02 quando a Capital paulista registrou 16,2°C de média.

“Essa queda de temperatura é comum nos meses de outono, onde inicia as incursões de massas de ar frio de origem polar, após a passagem de sistemas frontais”, explica o técnico de meteorologia do CGE, Adilson Nazário.


Segundo a equipe de meteorologistas do CGE, não se descarta a ocorrência de novos recordes de temperatura nos próximos dias.


A quarta-feira (18) será mais um dia com sol entre nuvens e temperaturas em gradativa elevação. Ainda faz frio durante a madrugada, com termômetros em torno dos 14°C. A máxima deve atingir os 25°C, enquanto os percentuais de umidade do ar sofrem ligeiro declínio, mas se mantêm acima dos 45%. No fim da tarde a quantidade de nuvens volta a aumentar, mas não há previsão de chuvas.


Na quinta-feira (19) as condições meteorológicas seguem sem alterações significativas. Madrugada com termômetros em torno dos 15°C e sensação de frio. Ao longo do dia o predomínio será de sol entre poucas nuvens e sem expectativa de chuvas. A temperatura máxima se eleva um pouco mais e atinge os 26°C, enquanto as menores taxas de umidade ficam em torno dos 40%.


Março tem chuva acima da média e é o 6° mais chuvoso da série

02/04/18 10:47 - Segunda-feira

As chuvas de março de 2018 ficaram 25% acima da média esperada para o mês na capital, de acordo com o aferido pelos pluviômetros do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo. A cidade registrou 220,5mm de chuva em média este mês, ou seja, 75% da média histórica de março, que é de 175,5mm. A média histórica é calculada a partir da base de dados do CGE, que compila informações desde 1995. 

“Os últimos 6 dias do mês acumularam 81,6mm em média, ou seja, quase a metade de toda a chuva esperada para o mês (46,5%) caiu em apenas 6 dias, contribuindo para que os totais ficassem acima da média”, afirma Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE.

Dos 33 pontos monitorados pelos pluviômetros e estações meteorológicas automáticas do CGE na capital, os que receberam os maiores índices acumulados de chuva foram os de Vila Mariana (313,4mm), Sé - Bela Cintra (305,9mm) e Pinheiros (305,1mm). As áreas menos chuvosas foram São Mateus (145,6mm), Perus (150,4mm) e Cidade Tiradentes (151,1mm).

Na divisão por regiões, os índices pluviométricos médios foram maiores no Centro (279,4mm), seguido pelas zonas Oeste (259,6mm), Sul (241,3mm), Leste (209,9mm) e Norte (182,3mm).

Dos 31 dias de março, 23 registraram chuva. De acordo com o CGE, no mês de março ocorrem, em média, 20 dias com chuva. O dia com maior acumulado médio na cidade foi o dia 20, com 39,6mm, seguido pelos dias 14 (26,6mm) e 28 (23,9mm). 

Março, segundo dados do CGE, é o quarto mês mais chuvoso do ano em São Paulo de acordo com as médias históricas, ficando atrás apenas dos meses de janeiro, fevereiro e dezembro. Para fins de comparação, os meses de março com maiores índices foram os de 2006 (338,8mm), 1996 (306,2mm) e 2015 (253,9mm). Já os marços menos chuvosos foram os de 2011 (73,4mm), 1997 (76,4mm) e 2008 (101,3mm).

Temperaturas e umidade relativa do ar

As médias das temperaturas máximas e mínimas se comportaram de maneiras diferentes ao longo do mês. A média das mínimas ficou em 19,7°C, pouco acima da média esperada para o mês (19,1°C), e a média das máximas foi de 30,1°C, 2°C acima da média histórica, que é de 28,1°C.

A menor temperatura absoluta foi registrada em Capela do Socorro, onde foram aferidos 15,2°C no dia 11. Já a maior temperatura absoluta foi observada no dia 14, quando a estação do Butantã marcou 35,3°C.

No que tange às taxas de umidade relativa do ar, boa parte do mês apresentou índices dentro do recomendado pela OMS, ou seja, acima dos 60%, e não houve registros de taxas inferiores a 44% em média na cidade.

Tendência para abril e para os próximos dias

Para o mês de abril, a tendência é que tanto as temperaturas quanto as chuvas fiquem dentro da normalidade climática na região de São Paulo, desde que observada a variação normal e esperada entre meses. Espera-se também a diminuição das chuvas a partir deste mês, que já começa a apresentar condições mais típicas do outono. Em média, em abril são observados metade dos dias com chuva que março e a média de chuvas é cerca de 62% menor que a média do mês anterior.

Entre hoje e terça-feira (03) uma frente fria se propaga pelo oceano, aumentando a quantidade de nuvens na faixa leste do estado e provocando ligeiro declínio das temperaturas.

Na terça-feira (03), o dia deve começar com muitas nuvens e termômetros em torno dos 19°C. Mesmo com o rápido deslocamento da frente fria, o tempo seguirá instável e com chuvas entre a tarde e o início da noite. A temperatura não sobe muito, com máxima prevista de 26°C e taxas de umidade do ar entre 60% e 95%. O vento muda de direção e passa a soprar de sul/sudeste, mas sem provocar frio intenso.

Na quarta-feira (04), o dia amanhece com sol entre muitas nuvens e termômetros em torno dos 19°C. A temperatura sobe um pouco e atinge os 27°C durante a tarde. Os percentuais de umidade do ar se mantêm elevados e acima dos 58%. Ao longo do dia o predomínio será de céu nublado e não há previsão de chuvas significativas. Entretanto, não se descarta a ocorrência de garoa fina no fim da tarde, em função dos ventos úmidos que sopram do mar.



Verão é o mais seco desde 1995

20/03/18 11:15 - Terça-feira

O verão 2017/18, que se encerra hoje às 13h15, é o mais seco da série histórica de dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo, que se iniciou em 1995. Com 413,4mm acumulados em média na cidade de São Paulo, a estação teve chuva 38% abaixo do esperado de acordo com o histórico de precipitação dos verões aferido pelo CGE, que é de 666,7mm.

A estação, que começou às 14h28 do dia 21 de dezembro, transcorreu sobre a influência de um fraco evento de La Niña, que é o resfriamento anômalo das águas superficiais do Pacífico Equatorial. “Não é possível estabelecer relação direta entre a La Niña e a baixa quantidade de chuvas, pois elas dependem de vários outros fatores no Sudeste, inclusive da temperatura do Oceano Atlântico. Entretanto, a La Niña contribui para a irregularidade das chuvas na estação nessa região”, explica Michael Pantera, meteorologista do CGE.

No ranking dos verões mais chuvosos estão os de 1995/96 (922,4mm), 1998/99 (876,1mm) e de 2009/10 (846,0mm). Já os verões mais secos (fora este) foram os de 2007/08 (526,6mm), 2000/01 (537,7mm) e 2002/03 (560,1mm).

As temperaturas máximas e mínimas no verão deste ano permaneceram dentro da expectativa. Durante toda a estação os índices de umidade relativa do ar mantiveram-se fora dos níveis críticos.

Mês a mês

Dezembro de 2017 foi o 5° mais seco da série histórica do CGE, que compila dados desde 1995, enquanto janeiro de 2018 foi o 4° mais seco do histórico. Já o mês de fevereiro foi o mais seco dos registros do CGE, ficando 70,4% abaixo do esperado. O mês de março também está transcorrendo com chuvas um pouco abaixo da média até o momento.


Previsão para o outono

O outono é uma estação de transição entre o verão, quente e úmido, e o inverno, frio e seco. No decorrer dessa estação, que começará hoje às 13h15, podemos esperar uma gradual diminuição no volume e na frequência das chuvas. A queda das temperaturas também ocorre de forma gradativa em função de noites cada vez mais longas e maiores incursões de massas de ar frio de origem polar.

Durante os meses de setembro e outubro de 2017 houve a intensificação do resfriamento do Oceano Pacífico Equatorial. Entre o final de outubro e começo de novembro ocorreu o acoplamento das condições oceânicas e atmosféricas que possibilitaram o surgimento do fenômeno La Niña de fraca intensidade. Os padrões de temperatura da superfície do mar para o trimestre março-abril-maio dos modelos numéricos de previsão climática indicam a continuidade das águas mais frias sobre do Pacífico Equatorial Leste, associada ao fenômeno La Niña. Porém, as últimas previsões feitas no início de fevereiro apontam para uma maior probabilidade de que o trimestre tenha uma situação de neutralidade, que deve permanecer até os meses de outubro a novembro de 2018. “Dessa forma, esperam-se chuvas e temperaturas em torno da média para a próxima estação em São Paulo”, analisa Pantera.

Previsão para os próximos dias

Um sistema frontal se propaga para o litoral fluminense e os ventos passam a soprar do quadrante sul, amenizando um pouco as temperaturas. As chuvas seguem ocorrendo na forma de pancadas concentradas no período das tardes.

A quarta-feira (21) deve apresentar maior nebulosidade, devido aos ventos úmidos que passam a soprar do oceano. Mesmo assim, o sol aparece entre nuvens e favorece a gradativa elevação das temperaturas no decorrer do dia. Os termômetros devem variar entre mínimas de 21°C e máximas de 29°C. As chuvas ocorrem na forma de pancadas que devem se concentrar no período da tarde.

Na quinta-feira (22) o sol aparece entre nuvens e favorece a elevação das temperaturas. As mínimas oscilam em torno dos 19°C, enquanto as máximas podem chegar aos 27°C. No final da tarde as chuvas retornam na forma de pancadas isoladas para a capital paulista.


São Paulo tem a tarde mais quente do ano com 33,9°C

15/03/18 14:02 - Quinta-feira

Segundo dados das estações meteorológicas automáticas do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a tarde desta quarta-feira (14) registrou a temperatura máxima mais alta do ano, do verão e do mês de março, com 33,9°C de média na Cidade. 

No bairro do Butantã, Zona Oeste, esse valor foi ainda maior com 35,3°C. Anterior a esse dado o dia mais quente do ano e do verão, havia ocorrido em 09 de fevereiro com 33,8°C. Já a maior temperatura do mês de março ocorreu no dia 02 com 32,6°C.

"Amanhã ainda podemos ter um novo recorde de temperatura máxima, porém essa condição muda na sexta-feira (16) que deve apresentar aumento de nebulosidade e chuvas mais generalizadas, sendo assim as máximas sofrem ligeira queda e já não há condição para novos recordes", explica o meteorologista do CGE, Thomaz Garcia. 

"A quinta-feira (15) será mais um dia de sol forte e muito calor. Por conta disso, entre o meio da tarde e as primeiras horas da noite, áreas de instabilidade se formam e causam pancadas de chuva, acompanhada de descargas elétricas e rajadas de vento. Há potencial para formação de alagamentos", comenta Thomaz. Os termômetros oscilam entre 22°C ao amanhecer e 34°C no meio da tarde.

Na sexta-feira (16), o sol aparece entre muitas nuvens pela manhã. No decorrer da tarde, a combinação de tempo abafado e propagação de uma frente fria ao largo do oceano, na altura do litoral paulista, aumenta o potencial para chuvas fortes e volumosas na Capital e municípios vizinhos. As precipitações podem vir acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. Mínima de 21°C e máxima de 29°C.

Maio de 2018


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