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Inverno tem previsão de temperaturas e chuvas acima da média

17/06/2026 15:07 - Quarta-feira

De acordo com previsão dos climatologistas, o inverno no hemisfério sul, que começa oficialmente dia 21/06/2026 às 05h24 horário de Brasília, e termina em 22/09/2026 às 21h05 com a chegada da primavera, deve transcorrer com a atuação de um El Niño com forte intensidade.

"Nas últimas semanas o Oceano Pacífico equatorial tem apresentado uma rápida elevação das temperaturas superficiais, indicando que a formação do fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anômalo dessa região, deve se configurar nos próximos meses”, explica Michael Pantera, meteorologista do CGE da Prefeitura de São Paulo. “A maior parte das simulações indica que o fenômeno deve atingir intensidade variando de forte a muito forte, com o auge entre o final da primavera e o início do verão. Para o inverno os modelos numéricos indicam chuvas e temperaturas acima da média”, complementa, Pantera.

 

De acordo com dados do CGE da Prefeitura de São Paulo, que mantém histórico pluviométrico na capital paulista desde 1995, a média de chuva esperada para o inverno é de 130,5mm. O mais chuvoso desde o início das medições foi o de 2009 com 352,2mm, já o que registrou o menor acumulado foi o de 2017 com 61,6mm, enquanto o dia 08/09/2015 foi o mais chuvoso do inverno com 69,3mm de média na cidade.

Ainda conforme dados do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas - CGE da Prefeitura de São Paulo, órgão ligado à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), que mantém histórico de temperatura na capital paulista desde 2004, as seguintes médias são esperadas durante a estação:

Junho: Mínima média de 13,4°C; máxima média de 23°C

Julho: Mínima média de 12,7°C; máxima média de 23,1°C

Agosto: Mínima média de 13,4°C; máxima média de 24,3°C

Setembro: Mínima média de 15,2°C; máxima média de 26°C

Os recordes de temperatura já registrados durante o inverno, desde 2004, de acordo com dados do CGE da Prefeitura de São Paulo, foram:

Médias:

Menor média de temperatura mínima com 3,2°C na cidade dia 30/07/2021;

Menor média de temperatura máxima com 8,3°C na cidade dia 24/07/2013;

Maior média de temperatura mínima com 17,6°C na cidade dia 07/07/2007;

Maior média de temperatura máxima com 33,7°C na cidade dia 30/08/2005;

Absolutas - Temperaturas registradas em um único local:

Menor temperatura mínima absoluta com -3°C em Engenheiro Marsilac, Zona Sul, dia 30/07/2021;

Menor temperatura máxima absoluta com 7,6°C em freguesia do Ò, Zona Norte e Parelheiros, Zona Sul, dia 24/07/2013;

Maior temperatura mínima absoluta com 21,2°C na Sé/CGE, Centro, dia 30/08/2005;

Maior temperatura máxima absoluta com 36,6°C no Butantã, Zona Oeste, dia 30/08/2017;

Com relação aos recordes de temperaturas ocorridos em 2026, o monitoramento do CGE da Prefeitura de São Paulo, têm os seguintes dados:

Mínima

Menor mínima média: 8,1°C em 11/05/2026;

Menor mínima absoluta: 2,6°C em 11/05/2026 na estação Rodoanel-Parelheiros, Zona Sul;

Maior mínima média: 21,5°C em 12/01/2026;

Maior mínima absoluta: 23,8°C em 12/01/2026 nas estações da Mooca e Rincão, na Zona Leste;

Máximas

Menor máxima média: 15,9°C em 21/05/2026;

Menor máxima absoluta: 12,8°C em 21/05/2026 na estação Parelheiros-Barragem, Zona Sul;

Maior máxima média: 34,2°C em 10/01/2026;

Maior máxima absoluta: 36,4°C em 10/01/2026 na estação meteorológica Belém, na Mooca, Zona Leste;

 

No inverno é comum a passagem de frentes frias associadas a massas de ar frio e a ocorrência de recordes de temperatura mínima. É comum também eventos de “estiagem”, com períodos prolongados sem chuva e temperaturas mais elevadas e por isso, são observados dias com grande amplitude térmica.

“O fenômeno El Niño atua segurando as frentes frias, o que causa um aumento no volume de chuva no sul do Brasil, além de dificultar a chegada de massas de ar polar mais intensas ao centro e norte do país. Dessa forma, as chuvas devem ficar acima da média na Região Sul e no centro e sul do Estado de São Paulo, enquanto as temperaturas tendem a ficar acima do normal, já que o fenômeno dificulta a ocorrência de ondas de frio intenso e prolongado”, finaliza Michael Pantera meteorologista do CGE da Prefeitura de São Paulo.

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